(C) 101dalmatians
Por vezes quando vou à casa de banho das senhoras no escritório, lembro-me das casas de banho públicas dos centros comerciais. Requer uma certa perícia, além de que é rara a ida em que não tenha que exercer uma certa ginástica. Se imaginarmos o esforço que é necessário desde o acto de puxar o autoclismo com o pé, fazer pontaria para o alvo enquanto seguramos a mala com uma mão e a outra desvia a roupa do caminho, é uma autêntica aventura.
Depois há o lado visual. Entramos dentro do cubículo e assim que nos vamos aproximando da sanita deparamo-nos com uma autêntica auto-estrada para o inferno. Que catano, será assim tão difícil usar um piaçaba?
Já nem menciono a fragrância malcheirosa resultante das dezenas de pessoas que a frequentam, pois para além dos pormenores de higiene todos sabemos qual é.
No escritório as casas de banho têm um aspecto mais caseiro mas sem zona de duche e são utilizadas sempre pelas mesmas pessoas. Mesmo assim, fico surpreendida com o que lá encontro.
A Ofélia já conhecida pela sua etiqueta, faz as suas idas de prestígio à casa de banho. Ela dá-nos água pelo balcão do lavatório inteiro, ela deixa-nos papel usado no chão, as toalhas de papel nem sempre as acerta no caixote do lixo e o mais importante, o tiro ao alvo que apesar de grande, falha redondamente.
Solto um enorme - mas que nojo!
Começo a murmurar todos os palavrões e breijeirices que me passam pela cabeça e quando abandono o local empestado, deixo um aviso de alerta à colega seguinte.
A Ofélia ouvindo o sucedido, suspira com um ar de reprovação e tenta incriminar uma colega que não se apercebe do que se está a passar.
Mas eu não tenho qualquer dúvida, perante as provas deixadas no local do crime, esta é a sua assinatura. Ó céus, que não seja eu novamente a sua próxima vítima!




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