O último dia do mês, é aquele dia em que ficamos com um sorriso estúpido nos lábios e pensamos: UAU! Um mês passou e chega finalmente a nossa recompensa: O salário, a remuneração, nalguns casos até se pode chamar de indemnização. «Tome lá a sua “indemnizaçãozinha” mensal referente a todos os atentados à sua inteligência e sentimentos, ocorridos este mês. Sossegue, amanhã há mais!» (entenda-se, estupidez, não indemnização). Infelizmente, o final deste mês foi igual a tantos outros. Ao consultar a minha conta bancária, deparei-me com um valente zero! Senti-me como o Carlos Ribeiro no sorteio do totoloto! «…e finalmente o suplementar, o zero» Assim como o senhor do Júri dos concursos, apeteceu-me também dizer que o zero aqui não entra, tire outro número. Mas o raio da conta insistia. Era mesmo zero, nicles, niente, nada, ‘tás lixada.
Nesta altura, segue um jogo de apostas paralelo, entre os funcionários da empresa. Uma rude adaptação do pedra-papel-tesoura, chamada banco-gerência-software, sendo que, à semelhança do original, o banco ganha ao software, porque a última intervenção é a sua, o software ganha à gerência, porque mesmo que esta tivesse bem-intencionada, o software tem o dom de pifar nos momentos cruciais, a gerência, ganha ao banco porque consegue, se assim o desejar, embrulhar o banco, e suspender as transferências. O problema nestas apostas, é que devido ao facto de não termos recebido o salariozinho, os prémios são muito fraquinhos.
Mas há que ter pensamento positivo, é mandá-los àquela parte, mas em linguagem binária, que é para vermos muitos zeros, e não ficarmos tão desconsolados.


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